Diretores da ASNAB Nacional e das Diretorias Estaduais de todo o Brasil se reuniram na última sexta-feira (29/04) com o presidente da Conab, Guilherme Augusto Sanches Ribeiro, e com diretores da empresa para discutir as mudanças no Serviço de Assistência de Saúde – SAS, dos empregados, que envolve a proposta de extinção do Plano de Auto Gestão por RH, por meio do SAS, e a adoção de um novo Plano de Auto Gestão por Operadora de Saúde, através da GEAP.

Durante a reunião, os diretores da ASNAB pediram que a direção da Conab reveja a proposta de mudança para o Plano de S aúde da Geap, apresentaram questionamentos com dúvidas sobre a cobertura do plano proposto e os custos financeiros para os empregados da Conab, que são muitos altos em relação as outras operadoras no mercado, além de que a proposta sequer foi discutida previamente com os empregados.

O diretor da ASNAB Goiás Assis Xavier, afirmou que a maioria dos trabalhadores da estatal não terá condições de pagar o plano de saúde da Geap. “Muitos estão dizendo que não vão deixar de colocar a comida na mesa da família para pagar um plano de saúde”, disse. “A maioria dos funcionários está dizendo que não tem condições de pagar. Nós estamos aqui neste momento rogando aos senhores que são sensíveis às causas da Conab e dos empregados para que revejam a proposta de mudanças no plano de saúde, pois trata-se de uma questão importante, que é a vida dos funcionários e de suas famílias”.

O diretor da ASNAB Tocantins, Wilson Santos de Oliveira, ressaltou a necessidade de discutir as mudanças com todos os trabalhadores e propôs, inclusive, a abertura de audiência pública para apresentar os problemas do SAS. “Trazer uma suposta solução, sem ouvir o corpo funcional é temerária”, disse.

A presidente da ASNAB Nacional, Dóris Cerqueira, afirmou que a exemplo do que aconteceu com a venda dos armazéns, a economia que a Conab terá com a extinção do SAS e a adoção do plano de saúde para a GEAP, não será revertida em prol dos trabalhadores. “Toda a economia com o SAS vai ser para outro órgão público utilizar, não irá reverter para quem ficará na Conab”. Ela levantou dúvidas sobre o que acontecerá com quem não tiver condições de pagar o plano nacional da Geap. “Quem aderir ao plano municipal ou regional e viajar a serviço da Conab ficará sem assistência médica e, se tiver algum problema de saúde fora da sua cidade ou estado , terá que arcar com despesas até que seja reembolsado”, disse.

Os dirigentes da ASNAB que participaram da reunião enfatizaram o descontentamento, os riscos e o receio dos trabalhadores com o novo plano de saúde e reforçaram que a grande maioria não terão condições financeiras de manter o pagamento do plano de saúde e continuar pagando sua dívida com o SAS, o que tem gerado um clima de incerteza e medo. Apesar dos questionamentos, o presidente da Conab afirmou que não será possível continuar com o SAS e que eles avaliam que a Geap é o melhor plano que a Conab pode oferecer aos funcionários neste momento e pediu que os trabalhadores façam uma simulação do custo do novo plano.

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